CIRURGIA VASCULAR E ENDOVASCULAR, ANGIOLOGIA E FLEBOLOGIA

Os problemas vasculares, circulatórios, surgiram com o aparecimento do homem sobre a terra. A grande maioria das doenças vasculares são exclusividade do homem, com exceção do infarto do miocárdio, que acomete clinicamente os animais.

No início dos estudos na Medicina, notou-se que dentro deste contexto, foi estabelecido que era necessário haver uma dicotomia entre as doenças cardiovasculares, as quais seriam subordinadas à cardiologia, e as demais enfermidades circulatórias à nova ciência denominada de “Angiologia”.

A Angiologia, portanto, tem sua esfera de ação nas doenças de fundo circulatório, procurando, ainda de modo arbitrário, excluir-se daquelas que envolvem o coração, estando sob sua égide as enfermidades que acometem as artérias, veias e os linfáticos.

Dentro de uma visão prática, pode referir, como exemplo, as doenças venosas, estando encabeçando as mesmas as varizes dos membros inferiores, tromboses, úlceras e as telangiectasias ou microvarizes.

As doenças das artérias têm sido motivo de muito estudo. A arteriosclerose, nas suas diversas formas e localizações, tem sido a prima dona dentro deste contexto. Fala-se e escreve-se sobre as enfermidades angiológicas como a isquemia cerebral, a dos membros inferiores; as gangrenas, as úlceras isquêmicas, a claudicação intermitente e, por fim, as conseqüências dessas condições angiológicas, que são as amputações de membros.

Portanto, a Angiologia tem tido nestes últimos anos um papel importante, como ciência e arte, na vanguarda das pesquisas inerentes à circulação, o que tem traduzido numa melhora do tratamento destas enfermidades e, como conseqüência, na melhora da qualidade da vida dos povos.

Cirurgia Endovascular

É uma subespecialidade da cirurgia vascular em que realizamos o tratamento das doenças circulatórias, utilizando cateteres e guias, manipulados à distância e monitorados por telas (monitores).

O ambiente usado para este tratamento tanto pode ser a sala de hemodinâmica como o centro cirúrgico. O procedimento é feito mais comumente pelo cateterismo (punção) dos vasos ou ainda pequenas incisões cirúrgicas, preferencialmente na virilha (acesso femoral) ou no membro superior, sob anestesia local (as outras anestesias são usadas conforme necessidade) sempre com o acompanhamento do anestesiologista. Através destas técnicas é possível o tratamento de doenças arteriais e venosas.

Os sintomas arteriais mais comuns são a claudicação (dor na musculatura das pernas em caminhadas) e as úlceras isquêmicas.

As patologias arteriais tratadas são as obstrutivas, conhecidas como obstrução à passagem do sangue, ou as dilatações (aneurismas). Para as obstruções utilizamos o cateter-balão e os “stents” (pequena estrutura metálica usada para manter o vaso no calibre desejado) e para o tratamento dos aneurismas utilizamos as endopróteses, que são tubos de plástico colocados por dentro da artéria.

As doenças venosas, como as flebites, também podem ser tratadas pela técnica em que, através do cateter, injetamos uma substância que atua dissolvendo os trombos formados, possibilitando a recanalização do vaso.

Para as varizes, a cirurgia é a técnica de escolha, mas cada vez mais se estudam outras maneiras de se prevenirem as varizes (como a colocação de válvulas venosas para impedir o refluxo) e a cirurgia endovascular pode apresentar uma boa alternativa.

A cirurgia endovascular tem como objetivos principais minimizar a agressividade cirúrgica, evitando-se as grandes incisões e as cicatrizes. Com isto diminui o tempo da intervenção, reduz o tempo de internação, e os custos hospitalares são, em geral, menores.

Para saber mais sobre o assunto converse com o especialista.

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